A contestação do "Cabelo Bom"

19:30


Todo mundo já está ciente do escândalo que rolou domingo passado no dia 20 de abril quando o famoso gorducho se referiu à dançarina da Anitta como a moça do cabelo de vassoura de bruxa
 Choveram comentários, críticas, defesas e 1001 especulações. Eu nunca assisto o raio do programa e parece que foi a conspiração do universo me fazer estar sentada na lanchonete da esquina da minha casa quando o Faustão começou a dizer "Não é por cor, nem orientação sexual... Eu defendo todo mundo, blá, blá, blá, não sou racista"e enquanto isso todas as negras que trabalham para ele sorriam e faziam cara de reprovação para os insanos que acusam o chefe delas de ser no mínimo insensível. Nem de racismo estamos falando, per say, mas sim do crespo sendo visto como algo péssimo ao ponto de ser comparado a um objeto de sentido bem conotativo.

Lixos de domingo à parte, será que se fosse uma negra de cabelo liso ou alisado tal diminuição teria ocorrido? E se a gente for levar em conta a sociedade inteira quando o assunto é ter cabelo crespo ou cacheado? A questão é que cabelo bom é liso ou ondulado. Passou pro enrolado é mais ou menos bom. Foi pro crespo... Xi, é ruim, é palha de aço. 
                                               

Acho o cúmulo quando pessoas de cabelos alisados viram para mim e dizem "ah, pra você deve ter sido fácil parar de alisar... Seu cabelo não é tão ruim quanto o meu." Amiga, oh amiga, seu cabelo é seu! O meu é o meu... Se você cuidar, e descobrir o jeito para regozijar com a juba, ah baby, serás feliz. Isso, eu prometo. 
                                  



E olha lá, já falei desse filme para vocês, o "Good Hair"do gaiato Chris Rock,mas retomemos a discussão. A filha dele aos 4 anos perguntou : - Papai, por que não tenho cabelo bom? 
Quem será que a ensinou a pensar assim? Bingo! A sociedade toda!!! Eu me lembro exatamente do dia em que implorei para minha mãe só dar uma amaciada no meu cabelo, que eu nem me importava ter cachos, mas que pelo menos fossem macios e baixos, estilo da Ana Paulo Arósio. Essa era a minha versão de felicidade capilar.
Nakeya B levou a contestação do termo cabelo bom a sério. Coisa boa não é de comer? Então, venha, prato de cabelo. Confesso que pirei ao ver as fotos do protesto visual. E não é que causa repudia mesmo?! Confira as fotos.

                                         
                                          
                                          
                                             
Agora vá. Vá contar para todo mundo que cabelo é bom quando é comido (risos bem alto!).
Now Playing: Outkast- Git Up, Git out and Git something.
                            




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2 comentários

  1. Olá Polliany! Lembro-me bem do apelido cabelo palha de aço, foi meu companheiro inúmeras vezes na escola quando era pequenina, principalmente quando se é a única negra na escola e única família negra na vila onde cresci. Amo os seus cachos, são lindos de morrer, bem diferente do meu amor (cabelo), adoro quando me dizem que o meu cabelo é lindo mas que seriam incapazes de sair assim à rua. Ou quando dizem eu gosto mais de te ver sem esse cabelão de agora. Beijo

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    1. Oi Maria!
      Não é maravilhoso se tornar mulher e ser feliz com a nossa própria imagem? Fico muito satisfeita em saber que você está de cabelão baphônico! Parabéns, linda. E aos apelidinhos... A gente ignora e sai por aí espalhando beleza ;)
      Beijo!

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